“Um retrato cru do mundo do trabalho. Um Darroussin excepcional!”

LISBOA | CINEMA SÃO JORGE | 7 OUTUBRO | 19H30 com a presença da actriz Valérie Dréville
LISBOA | INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL | 8 OUTUBRO | 19H45
ALMADA | FÓRUM R. CORREIA |11 OUTUBRO | 23H
PORTO | RIVOLI TEATRO MUNICIPAL | 27 DE OUTUBRO | 21H30

COM: Jean-Pierre Darroussin, Valérie Dréville, Xavier Beauvois, Yannick Renier, Aladin Reibel, François Chattot | ARGUMENTO: Jean-Marc Moutout, Olivier Gorce, Sophie Fillières | FOTOGRAFIA: Pierric Gantelmi d’Ille | SOM: François Guillaume | MONTAGEM: Maria da Costa | PRODUÇÃO: Les Films du Losange, Need Productions, France 2 Cinéma, Rhône-Alpes Cinéma, RTBF – Radio Télévision Belge de la Communauté Française | ORIGEM: França, Bélgica | VENDAS INTERNACIONAIS: Les Films du Losange
| ESTREIA EM FRANÇA: 05/10/2011

Presença em festivais
City of Lights, City of Angels (Col-Coa), Los Angeles (2012) – Prémio da Crítica
Festival de Cinema BFI, Londres (2011)
Festival do Cinema Novo, Montreal (2011)
Festival de Cinema de Busan (2011)

O filme
Como todas as segundas-feiras, Paul Wertret chega às oito da manhã ao banco. Entra numa sala de reuniões, tira um revólver do bolso e abate dois dos seus superiores. Barrica-se no seu gabinete e enquanto espera a chegada da polícia recorda momentos da sua vida assim como os acontecimentos que o levaram a cometer tal acto.

O realizador
O realizador francês Jean-Marc Moutout começa por se licenciar em Matemática Aplicada mas acaba por estudar Realização Cinematográfica na Bélgica. Em 1996 apresenta a sua primeira curta-metragem Tout doit disparaître, a que se segue dois anos depois outra curta, Electrons statiques. Des échanges en milieu tempéré (2003) e La fabrique des sentiments (2007) foram os filmes que precederam o retrato de um bancário ultrapassado pelos acontecimentos que apresenta em De bon matin.

Nota de intenções do realizador
“Uma das questões que o filme levanta é porque é que um homem passa ao crime e ao suicídio, e outros não? O que é que faz com que num determinado momento se deslize? Tento estar o mais perto possível deste homem, compreendê-lo. Vejo a engrenagem, como cai em perdição, como tem a impressão de falhar na vida, como se afunda, como se torna obsessivo, desvitalizado, mas o enigma do gesto perdura.”

Sobre o filme
“Jean-Marc Moutout dá provas, mais uma vez, de uma formidável mestria na arte de contar como o mundo empresarial pode triturar os homens. Quanto a Daroussin, frágil e determinado, é profundamente comovente. Formidável.”
Pierre Vavasseur, Le Parisien

“Crónica do desespero de um quadro superior humilhado pela sua hierarquia? Denúncia de um sistema económico selvagem e da violência de comportamentos que ele próprio engendra? Este retrato de uma frieza clínica sobre um funcionário destruído disseca um indivíduo enigmático, com um passado discutível (…). A grande força de De bon matin, desempenhado por um Darroussin magnífico, resume-se nesta ideia: fundir a sua crítica social com uma apaixonante ambiguidade moral.”
Lucie Calet, Le Nouvel Observateur

“Toda a tristeza das ilusões perdidas, todo o desespero de uma vida desperdiçada desfila nesses momentos na voz embargada de Jean-Pierre Darroussin. É pungente.”
Samuel Douhaire, Télérama