“Baseado num facto real nas Filipinas (2001), um filme que causa polémica.”

LISBOA | CINEMA SÃO JORGE | 9 OUTUBRO | 22H
GUIMARÃES | CINEMA SÃO MAMEDE | 7 NOVEMBRO | 21H30

COM: Isabelle Huppert, Maria Isabel Lopez, Mercedes Cabral, Joël Torre, Raymond Bagatsing, Rustica Carpio, Ronnie Lazaro | ARGUMENTO: Brillante Mendoza, Patrick Bancarel, Boots Agbayani Pastor | FOTOGRAFIA: Odyssey Flores | SOM: Laurent Chassaigne, Stéphane De Rocquigny, Albert Michael Idioma, Addiss Tabong | MÚSICA ORIGINAL: Teresa Barrozo
MONTAGEM: Yves Deschamps, Gilles Fargout, Kats Serraonµ | PRODUÇÃO: Swift Productions, ARTE France Cinéma, Centerstage Productions, B.A. Produktion, Studio Eight Productions | ORIGEM: França, Alemanha, Filipinas, Inglaterra | DISTRIBUICÃO EM PORTUGAL: Alambique | ESTREIA EM PORTUGAL: A estrear

Presença em festivais
Berlinale, Festival de Cinema de Berlim (2012)
Festival de Cinema de Durban (2012)
Festival de Cinema de Sidney (2012)
Festival de CPH PIX de Copenhaga (2012)
Festival de Cinema de Istambul (2012)

O filme
Thérèse Bourgoine é uma voluntária francesa que trabalha para uma ONG nas Filipinas. Ao levarem provisões para a sede da organização, Thérèse e uma colega filipina são raptadas pelo grupo muçulmano radical Abu Sayyaf, que luta pela independência da ilha de Mindanao. São levadas, com um grupo de vinte turistas estrangeiros, para o interior da floresta onde ficarão num cativeiro que poderá durar dias ou meses…

O realizador
Brillante Mendoza começou por trabalhar em publicidade, tornando-se num dos nomes mais reputados do sector nas Filipinas. Quando em 2005 optou pelo cinema, com uma linguagem ficcional próxima do registo de documentário, começou um aclamado percurso que o tornou numa referência do actual cinema independente a nível mundial. Foi nesse ano que apresentou a primeira longa-metragem, Le masseur, para abordar um tema ainda sensível no seu país, a homossexualidade, sendo premiado em Locarno. No ano seguinte realizou o documentário Manoro (2006) sobre o dia-a-dia de uma professora primária. Abordando temas sociais candentes, Mendoza filma Slingshot, sobre a violência urbana, ou John John (2007), dedicado às questões da adopção e da pobreza extrema. No ano seguinte Serbis, sobre o quotidiano numa sala de cinema erótico, foi premiado em Cannes. Kinatay e Lola (ambos de 2009) são outros exemplos de um percurso singular.

Nota de intenções do realizador
“Enquanto artistas, nós temos o dever de dar conta dos problemas que existem no mundo que nos rodeia. Um realizador que deseje ser fiel à realidade, e é esse o meu caso, nunca deveria tomar partido. Foi o que tentei fazer aqui. Fui aos locais deste incidente que aconteceu em 2001 para fazer muita investigação. Pretendia testemunhos vindos das duas partes para ser o mais possível fiel à realidade.”

Sobre o filme
“Com Mendoza Captive tem uma abordagem puramente visceral e deixa o trabalho intelectual para o público. Se ele não nos dá uma compreensão mais profunda dos problemas em Mindanao, recorda-nos também que eles existem. Pode ser que a estratégia visceral vá reanimar a discussão de uma forma fria, o que os facttos não conseguiram fazer.”
Jessica Zafra, InterAksyon

“Mendoza exibe domínio da linguagem visual e calibra habilmente sequências de carnificina e atrocidade sem ponta de sensacionalismo ou falsidade.”
Lito B. Zulueta, Inquierer LifeStyle

“(…)as mulheres assumem gradualmente uma posição de autoridade moral, lideradas por uma Huppert feroz como um dos poucos reféns que não têm medo de lutar (…)”.
Justin Chang, Variety Reviews