MARIA DE MEDEIROS

PRESENTE DE 9 A 14 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Tendo vivido a infância na Áustria até ao 25 de Abril de 1974, Maria de Medeiros cresce em Lisboa e mais tarde estuda Filosofia, assim como Teatro, em Paris. A sua entrada como actriz no mundo do cinema dá-se pela mão de João César Monteiro, em Silvestre(1982).
Mas é anos mais tarde, primeiro com Henry e June (1990), de Philip Kaufman; A Divina Comédia, de Manoel de Oliveira (1991); ou Pulp Fiction, de Quentin Tarantino (1994), que começa a granjear uma carreira internacional. O reconhecimento chegaria ainda nesse ano de 1994 com a densidade de Três Irmãos, filme de Teresa Villaverde que lhe valeu o prémio para Melhor Actriz no Festival de Veneza e que será apresentado no ciclo de seis filmes que seleccionou. Continuando sempre a representar, Maria de Medeiros passa no ano 2000 para o outro lado da câmara e apresenta Capitães de Abril, uma original reconstituição da madrugada libertadora de Abril de 1974, prelúdio da revolução portuguesa, que foi seleccionada para o Festival de Cannes. Je t’aime moi non plus, documentário de 2004 que discute a relação de amor/ódio que une realizadores de cinema e críticos, é outro dos filmes que realizou e ambos integram o ciclo agora proposto. Este termina com Viagem a Portugal, de Sérgio Tréfaut (2010), uma denúncia das condições de acolhimento de imigrantes em Portugal, e dois dos filmes franceses mais recentes em que contracena: À l’abri de la Tempête e Je ne suis pas mort, de Camille Brottes-Beaulieu e de Ben Attia, respectivamente.
Além do cinema e do teatro, com uma carreira de actriz e de encenadora prosseguida sobretudo em palcos franceses, Maria de Medeiros faz também uma incursão no mundo da música e conta já com dois discos gravados, A Little More Blue, disco de 2007 composto por versões de temas da grandiosa música popular brasileira, e Penínsulas e Continentes, de 2010.

SÉRGIO Tréfaut

presente no dia 10 de Outubro para apresentar o filme, com a actriz Maria de Medeiros, no Cinema São Jorge

Sérgio Tréfaut ou Serge Treffaut, é um cineasta português essencialmente ligado ao cinema documental. Em 1991, realizou Alcibaiades e em 2000, Outro País: Memórias, Sonhos, Ilusões… Portugal 1974/75.
Lisboetas de 2003, que traça um retrato sobre os novos imigrantes em Lisboa, recebeu o prémio de melhor filme português no Festival IndieLisboa em 2004 e foi um successo de bilheteira. Em 2009, realizou A Cidade dos Mortos, que mostra a vida de um dos cemitérios habitados da cidade do Cairo, no Egipto. Dois anos depois estreou-se na ficção com Viagem a Portugal, protagonizado por Maria de Medeiros, Isabel Ruth, entre outros.

JÉRÔME ENRICO

PRESENTE NO DIA 4 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Filho do realizador Robert Enrico, Jérôme Enrico estreia-se no cinema como actor num filme do seu pai. Mais tarde, a sua carreira viria a dividir-se entre assistente de realização e argumentista. Em 1981 e 1983 realiza os seus dois primeiros filmes: as curtas-metragens Le Rat noir d’Amérique e La Dernière image, respectivamente. Será apenas no ano de 2000 que o seu trabalho de realizador se estende à longa-metragem, com o filme L’Origine du monde.
Paulette é a sua segunda e aguardada longa-metragem, onde a precariedade social se representa tendo como pano de fundo o humor. Jérôme Enrico dar-nos-á a honra da sua presença na apresentação deste filme em antestria mundial.

PASCAL ELBÉ

PRESENTE DE 5 A 7 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Pascal Elbé, actor, argumentista, adaptador e realizador, começa a sua carreira de actor no teatro, co-escrevendo também, no seio da companhia e com grande sucesso, as suas primeiras peças cómicas que adapta para cinema. Quando, no final da década de 90, a sua carreira se estende ao cinema, é com Gérard Jugnot, Ariel Zeitoun ou Michel Boujenah que começa a trabalhar. Mas é em 2003, com o filme Père et fils, de Boujenah, que Elbé ganha notoriedade e o César para Melhor Artista Revelação. 2009 é o ano em que se estreia também como realizador, com o filme Tête de Turc (2010), no qual é também actor.
Em Le Fils de l’autre, de Lorraine Levy, Pascal Elbé volta como actor principal, apanhado no meio de uma crise familiar.

JULES SITRUK

PRESENTE DE 5 A 7 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Filho de um compositor de música para cinema, Jules Sitruk é um artista da nova geração, que começa a sua carreira ainda criança, primeiro na televisão e depois no cinema, com uma carreira alternada entre os dois.
Ainda muito jovem, conta já com 13 anos de carreira e virá à Festa do Cinema Francês co-apresentar o filme Le Fils de l’autre, no qual interpreta um jovem à procura de uma identidade trocada.

VIRGINIE LACOMBE

PRESENTE DE 5 A 7 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Produtora delegada da Rapsodie Productions. Produtora, entre outros, do filme “Le Fils de l’autre” de Lorraine Levy.

LORRAINE LEVY

PRESENTE DE 5 A 7 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Nos seus 12 anos de carreira, Lorraine Levy, argumentadora e realizadora, colaborou essencialmente em produções televisivas. É no ano de 2004 que o seu primeiro trabalho cinematográfico e o primeiro como realizadora – La Première fois que j’ai eu 20 ans – é apresentado ao público. A crítica foi positiva e, desde então, a argumentadora-realizadora conta já com 3 filmes e um telefilme em nome próprio. Lorraine Levy virá a Lisboa apresentar o seu último trabalho – Le Fils de l’autre – um drama que explora escolhas familiares no seio do conflito israelo-palestiniano. Um filme muito bem acolhido pelo público e crítica franceses, vencedor do Rendez-vous du Cinema Français.

CÉCILIA ROUAUD

PRESENTE DE 6 A 7 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Cécilia Rouaud começou a sua carreira como actriz aos 12 anos, mas foi como assistente de realização que a sua contribuição no mundo do cinema foi mais relevante. Je me suis fait tout petit é o seu primeiro filme e marca a sua passagem para o 1º plano da realização. A crítica é positiva e as expectativas são elevadas.
Uma visão feminina sobre um projecto de vida familiar completamente inesperado, que nos será apresentada pela própria.

PIERRE SCHOELLER

PRESENTE DE 11 A 12 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

No mundo do cinema, Pierre Schoeller conta já 22 anos de carreira: grande parte deste tempo trabalhando como argumentista, 2003 é o ano em que se aventura na realização com o tele-filme Zero Défaut, seguido do seleccionado em Cannes Versailles (2008) – um retrato e uma crítica amarga da sociedade francesa actual.
2012 é o ano do reconhecimento: da sua carreira, com o Prémio França Cultura do Cinema atribuido no Festival de Cannes e do seu último filme L’exercice de l’état, que virá apresentar à 13ª Festa do Cinema Francês, e que foi já premiado com o César para Melhor Argumento Original e Prémio de Melhor Filme Francês atribuido pelo Sindicato Francês da Crítica.

MEHDI BEN ATTIA

PRESENTE DE 9 A 12 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Mehdi Ben Attia, realizador e argumentista tunisino, cujo percurso no cinema, tinha vindo a ser feito essencialmente como argumentista. O seu curriculum conta com colaborações com grandes nomes do cinema, nomeadamente André Téchiné, com o qual co-argumentou o seu último filme Impardonnables.
2009 é o ano de estreia do seu primeiro filme enquanto realizador, Le fil – uma visão actual da situação dos homossexuais na Tunísia – muito favoravelmente acolhido pela crítica francesa. Prémio do Público para a Melhor Longa-Metragem no San Francisco Frameline.
Je ne suis pas mort é o seu segundo e mais recente filme e Mehdi Ben Attia vem apresentá-lo, com Maria de Medeiros a Lisboa, em antestreia mundial.

BAYA BELAL

PRESENTE DE 12 A 14 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Baya Belal é uma actriz cujos 17 anos de carreira são na sua maioria preenchidos com participações em filmes de produção francesa. No seu percurso profissional conta ainda com uma participação no filme Munich de Steven Spielberg e o ano passado pudemos vê-la no filme Incendies que teve antestreia na 12ª Festa do Cinema Francês e saíu comercialmente em Portugal. Ariane Mnouchkine e Jean-Marie e Arnaud Larrieu foram alguns outros realizadores com os quais trabalhou. Este ano, vamos poder vê-la na premiada comédia Le cochon de Gaza de Sylvian Estibal, uma sátira sobre a relações israelo-árabes no Médio Oriente.

FRANÇOIS MANCEAUX

PRESENTE DE 12 A 14 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

O percurso de François Manceaux no cinema é já longo e vasto: desde áreas mais técnicas, à produção, ao argumento e à representação. Agora, como realizador, dar-nos-á o prazer de vir apresentar o seu mais recente filme Portugal, Os caminhos da incerteza, um retrato actual e uma visão profunda sobre a situação política e social no Portugal de hoje. Um filme já com bastante projecção a nível nacional, a estrear em sala pela primeira vez, seguido de uma mesa redonda, na qual o próprio comentará o seu trabalho, resultado de um acompanhamento próximo dos acontecimentos que retrata, ao lado do economista Ricardo Paes Mamede, a historiadora Irene Pimentel e o músico, compositor e investigador, António Pinho Vargas.

CAMILLE BROTTES-BEAULIEU

PRESENTE DE 11 A 15 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Camille Brottes-Beaulieu integra o mundo do cinema em áreas variadas mas é na escrita de argumentos que mais se destaca. Na edição passada, a Festa apresentou o filme De vrais mensonges cujo argumento ela assinou e nesta edição contaremos com a sua presença para apresentar, juntamente com a actriz principal Maria de Medeiros, a primeira longa-metragem da sua carreira – À l’abri de la tempête.

PIERRE PINAUD

PRESENTE DE 12 A 14 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Pierre Pinaud é um realizador francês cuja carreira como realizador é ainda curta, embora já integre a indústria de cinema francês como produtor há mais tempo. Até então, filmes seus tínhamos apenas curtas-metragens, entre elas a premiada Les Miettes (César de Melhor Curta-Metragem, Prémio de Melhor Curta-Metragem pelo Sindicato Francês da Crítica, entre outros), com o qual ganhou reconhecimento e consideração internacionais. Parlez-moi de vous é a sua primeira longa-metragem e um trabalho há muito aguardado, que o realizador virá apresentar em antestreia aos espectadores da Festa do Cinema Francês.

JUNG HENIN

PRESENTE DIA 5 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Coreano de nascimento, Jung Henin é desenhador-ilustrador de formação e profissão mas o seu constributo para o mundo do cinema não é de agora. Tendo já participado no grafismo de alguns filmes de animação, Couleur de peau: miel é contudo um caso especial para este autor: é não só uma adaptação do seu livro autobiográfico homólogo como a sua estreia como realizador.
Mundialmente reconhecido pelas suas publicações, é com muito gosto que o recebemos na Festa do Cinema Francês para nos falar da sua primeira experiência cinematográfica em nome próprio.

MOUSSA TOURÉ

PRESENTE DE 13 A 15 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Moussa Touré é um cineasta e argumentista senegalês cuja carreira de mais de 20 anos é marcada e reconhecida pela forma honesta como retrata questões sociais sensíveis e ainda pouco abordadas. La Pirogue é um desses casos, fazendo uma abordagem à emigração ilegal de África para a Europa através de embarcações clandestinas em viagens de risco. Um filme fortemente aclamado pela crítica francesa, nomeado para o prémio Un certain regard no Festival de Cannes deste ano, a ser apresentado e comentado pelo próprio em antestreia mundial.

Souleymane Seye Ndiaye

PRESENTE DE 13 A 15 DE OUTUBRO | LISBOA | SÃO JORGE

Modelo, comediante e actor, Souleymane Ndiaye vem à 13ª Festa do Cinema Francês apresentar o filme La Pirogue, cujo familiar tema da emigração clandestina já protagonizou no filme suíço Waalo Fendo – Là où la terre gèle. Juntar-se-á assim ao realizador Moussa Touré, seu compatriota.