“Imagens clandestinas que retratam um Irão em explosão.”

LISBOA | CINEMA SÃO JORGE | 5 OUTUBRO | 19H30
LISBOA | Institut français du portugal | 8 DE OUTUBRO | 21H45

Presença em festivais
Cinéma du Réel (2011) – Prémio Marcorelles e Menção Especial do Júri Jovem
Millenium (2012) – Prémio do Parlamento Europeu para Melhor Mensagem sobre Democracia
Forumdoc.bh (2011) – Prémio para Melhor Filme
DokLeipzig (2011) – Prémio Democracia
DocLisboa (2011)
Etonnants voyageurs (2011)

O filme
As eleições presidenciais de 12 de Junho de 2009 no Irão ficaram marcadas por uma gigantesca fraude eleitoral que permitiu a recondução do candidato Ahmadinejad. Mas esse foi só o início de semanas de intensa contestação política que até o regime dos aiatolas teve dificuldade em sufocar. Imagens dos motins e da repressão recolhidas por câmaras digitais e telemóveis foram rompendo clandestinamente a censura. Este filme é uma montagem contundente de parte desse material.

Nota de intenções da realizadora
“A ideia de realizar um filme nasceu no meio dos acontecimentos. A quente. É uma forma de não sermos simples espectadores, simples consumidores de imagens e de encontrar um lugar activo, mesmo que modesto, no meio deste movimento de contestação. Tratava-se também de participar na difusão destas imagens e destas palavras vindas do Irão. Esperando que tal sirva como contributo para o movimento.”

Sobre o filme
Entre as referências notáveis desta edição de Cinéma du Réel é preciso assinalar Fragments d’une révolution, que ressoa uma urgência ainda mais escaldante. Uma montagem, realizada clandestinamente em Paris, de imagens de diversos fluxos (telefone, webcam, vídeo) que emanam da insurreição iraniana que decorre das eleições roubadas de 2009, o filme está ao mesmo tempo próximo e longe do seu objecto e faz dessa separação dolorosa um combustível para a escrita. É assinado por uma mulher, cineasta e iraniana, o que é uma mais do que suficiente tripla identidade para a anónima Ana Nyma.
Libération

“A realizadora prefere permanecer anónima – sob o pseudónimo de Ana Nyma -, sublinhando logo à partida os riscos: este filme coloca questões de vida e de morte, nomeadamente para a sua família no Irão. O filme não revela nada de estrondoso, mas sacode por esse nada, pela sua sobriedade silenciosa. Não há voz off nem música, apenas imagens em bruto filmadas por manifestantes aquando dos motins de Junho a Dezembro de 2009.”
Télérama