“Um filme misterioso e belo que estimula a imaginação.”

LISBOA | CINEMA SÃO JORGE SALA 3 | 7 DE OUTUBRO | 11H30
ALMADA | FÓRUM R. CORREIA | 13 OUTUBRO | 16H
PORTO | BIBLIOTECA A.G | 23 OUTUBRO | 10H | Sessão Escolar
COIMBRA | TAGV | 29 OUTUBRO | 10H30

VOZES: Michel Robin, Lorella Di Cicco, Armand Babel, Raymond Jourdan, Saïd Amadis, Bertrand Bautheac, Jacques Bouvier | ARGUMENTO: Jean-Paul Gaspari, Jean-François Laguionie | SOM: Henri Gruel, Serge Guillemin | MÚSICA ORIGINAL: Pierre Alrand | MONTAGEM: Hélène Arnal | PRODUÇÃO: Les Films de la Demoiselle, Les Films A2 | ORIGEM: França | VENDAS INTERNACIONAIS: Gaumont | ESTREIA EM FRANÇA: 06/02/1985

Presença em festivais
Festival de Cinema de Animação de Annecy (1985) – Prémio da Crítica
Festival de Cinema de Los Angeles (1985) – Prémio de Longa-Metragem

O filme
Após um acidente nuclear, o mundo fica coberto de dunas de areia. Uma tribo de sobreviventes, comandada pela anciã Roseline, vive num deserto, refugiando-se no fundo de um poço. Volta e meia surgem objectos gigantescos que um ser misterioso, o “Makou”, despeja pelas redondezas, como malas, relógios ou telefones. A tribo acolhe uma rapariga, Gwen, que se torna amiga do filho de Roseline. De repente este desaparece e Gwen parte com Roseline à procura dele…

O realizador
Veterano do cinema de animação francês, Jean-François Laguionie realizou as primeiras curtas-metragens na segunda metade dos anos 60. Em 1978 recebeu a Palma de Ouro para curtas-metragens do Festival de Cannes com La Traversée de Atlantique à la rame. Por essa altura, fundou a produtora La Fabrique e começou a adaptar ao cinema os romances que ele próprio escreveu. As suas longas-metragens, muito espaçadas no tempo, resultam de um trabalho de paciência e dedicação: Gwen, le livre de sable (1985), Le Château des singes (1999) e L’Ile de Black Mor (2003). Com Le Tableau, de 2011, Laguionie apresenta uma nova aposta: a animação de pinturas a óleo num filme com uma mensagem anti-racista e contra as desigualdades sociais.

Nota de intenções do realizador
“Para pôr de pé Gwen et le livre de sable, a minha primeira longa-metragem, começámos por ser seis a trabalhar e eu tive logo a impressão de estar a mudar de ofício, de passar dos desenhos animados para o cinema, que é uma verdadeira criação colectiva.”

Sobre o filme
“Um filme de animação subtil e insólito com esplêndidos desenhos pintados a guache.”
Première

“Em Gwen há que saudar a extrema beleza plástica, o excelente trabalho de animação, o talento de Jean-François Laguionie em fazer surgir, aos nossos olhos, um universo com um imaginário muito forte.”
Cahiers du Cinéma

“Laguionie sempre recusou a facilidade das graçolas infantis e dos lugares-comuns caricaturais aos quais os desenhos animados, por via da sua estilização, se prestam tão facilmente. O tom de Gwen é sério, nessa espécie de passeio expressionista e surrealista que prolonga o que o seu autor disse anteriormente com talento e convicção sobre a dificuldade de amar e de viver.”
Jean d’Yvoire, Jeune Cinéma