“Uma piroga pelo mar adentro. Trinta pessoas com o mesmo sonho: chegar a uma Europa que se fecha cada vez mais.”

LISBOA | CINEMA SÃO JORGE | 14 OUTUBRO | 19H30 com a presença do realizador Moussa Touré e Souleymane Seye Ndiaye
GUIMARÃES | CINEMA SÃO MAMEDE | 8 NOVEMBRO | 21H30

COM: Souleymane Seye Ndiaye, Laïty Fall, Malamine Dramé, Balla Diarra, Salif “Jean” Diallo, Babacar Oualy, Mame Astou Diallo, Saikou Lô, Ngalgou Diop, Limamou Ndiaye, Diodio Ndiaye, Moamed Fall, Bachirou Diakhaté, Moctar Diop | ARGUMENTO: David Bouchet, Éric Névé | FOTOGRAFIA: Thomas Letellier | SOM: Martin Boissau, Agnès Ravez, Antoine Baudouin, Thierry Delor | MÚSICA ORIGINAL: Prince Ibrahima Ndour | MONTAGEM: Josie Miljevic | PRODUÇÃO: Les Chauves-Souris, Arte France Cinéma, Appaloosa Films, Studio 37, Astou Films | ORIGEM: França, Senegal | VENDAS INTERNACIONAIS: Memento Films International | ESTREIA EM FRANÇA: A estrear

Presença em festivais
Festival de Cinema de Cannes (2012) – Un Certain Regard
Festival de Cinema de Sydney (2012)

O filme
Numa aldeia de pescadores da zona de Dakar (Senegal) uma piroga parte rumo às Canárias (Espanha) com 29 homens e uma mulher no barco, comandado por Baye Laye. Os dias sucedem-se entre peripécias várias e múltiplas formas de ocupar o tempo numa tão longa viagem… Conseguirão eles chegar ao seu destino naquela frágil piroga?

O realizador
Moussa Touré, realizador senegalês, apresentou em 1987 a sua primeira curta-metragem, Baram, o mesmo ano em que fundou a produtora Les Films du crocodile. Cinco anos mais tarde surgiu a primeira longa-metragem Toubab Bi, que foi premiada em diversos festivais. Em 1998 regressou com aquele que seria um enorme sucesso de público em todo o continente africano, TGV. Alargando ainda mais a sua intervenção no cinema africano começou a organizar, em 2002, o festival «Moussa Invite» dedicado ao cinema documental da região e foi realizando ao longo dos anos documentários como Nosaltres (2006) ou Les Yeux Grands Ouverts (2008). Com La Pirogue regressa à ficção e apresenta uma épica tentativa de alcançar a Europa.

Nota de intenções
“O filme parte de uma constatação muito simples e evidente: no Senegal, cada família conta com pelo menos um dos seus membros que embarcou numa piroga para tentar a sorte na Europa. Um dia descobri que o meu mecânico, um rapaz novo, também tentou esta aventura. Ele foi a bordo de uma piroga mas dois meses mais tarde foi reconduzido ao país.”

Sobre o filme
“Um bom domínio do argumento, uma realização sóbria e actores inspirados… O único filme africano deste 65º festival [de Cannes] honra o seu continente.”
Pierre-Yves Grenu, France Télévisions

“Um filme senegalês sobre a tragédia da imigração clandestina.”
Thierry Chèze, L’Express