“L’Ile de Black Mor prova que a aventura não é necessariamente ofegante…”

LISBOA | CINEMA SÃO JORGE SALA 3| 13 OUTUBRO | 15H
PORTO | BIBLIOTECA A.G | 23 OUTUBRO | 14H30 | Sessão Escolar
COIMBRA | TAGV | 28 OUTUBRO | 15H30
GUIMARÃES | CINEMA SÃO MAMEDE | 7 NOV | 14H30

VOZES DE: Taric Mehani, Agathe Schumacher, Jean-Paul Roussillon, Jean-François Derec, Yanecko Romba, Michel Robin, Frédéric Cerdal | ARGUMENTO: Jean-François Laguionie, Anik Le Ray | MÚSICA ORIGINAL: Christophe Héral | MONTAGEM: Pascal Pachard | PRODUÇÃO: Les Films du Triangle, La Fabrique Production, Celluloid Dreams | ORIGEM: FRANÇA | VENDAS INTERNACIONAIS: Gebeka Films | ESTREIA EM FRANÇA: 11/02/2004

Presença em festivais
Festival de Cinema de Xangai (2004)
Cannes – Mercado do Filme (2004)

O filme
Em 1803, um rapaz de 15 anos foge do orfanato. Embora desconheça o seu verdadeiro nome, é tratado por Kid e tem como única riqueza um mapa da ilha do tesouro retirado do livro do célebre pirata, Black Mor. Com outros dois rapazes parte para o outro lado do Oceano Atlântico, num barco roubado ao cabo-de-mar, em busca da sua ilha do tesouro. Mas nem tudo se passa como nos livros de piratas…

O realizador
Veterano do cinema de animação francês, Jean-François Laguionie realizou as primeiras curtas-metragens na segunda metade dos anos 60. Em 1978 recebeu a Palma de Ouro para curtas-metragens do Festival de Cannes com La Traversée de Atlantique à la rame. Por essa altura, fundou a produtora La Fabrique e começou a adaptar ao cinema os romances que ele próprio escreveu. As suas longas-metragens, muito espaçadas no tempo, resultam de um trabalho de paciência e dedicação: Gwen, le livre de sable (1985), Le Château des singes (1999) e L’Ile de Black Mor (2003). Com Le Tableau, de 2011, Laguionie apresenta uma nova aposta: a animação de pinturas a óleo num filme com uma mensagem anti-racista e contra as desigualdades sociais.

Nota de intenções do realizador
“A história foi inicialmente escrita sob a forma de romance, colocando nela todos os sonhos de aventuras marítimas que me perseguiam desde os 13 anos e que não me abandonaram. Esses sonhos referiam-se sobretudo a Conrad ou a Stevenson (em particular a David Balfour, que era a minha personagem preferida). O périplo deste miúdo pelos mares, e as suas aventuras, colocam-no a cada momento face a verdadeiros problemas de adolescentes, íntimos e secretos.”

Sobre o filme
“A história de Jean-François Laguionie é antes de tudo uma fantasia, um delírio marítimo. (…) Tudo aqui é bonito e carinhoso: os céus que se movem, o balanço dos juncos no areal, o sopro do vento nas velas do «Fortuna»…”
Fajardo Isabelle, Télérama

“L’Ile de Black Mor prova que a aventura não é necessariamente ofegante, que ela pode embarcar os espectadores sem recorrer à brutalidade dos engajadores nos portos, preferindo antes as armas da fantasia.”
Thomas Sotinel, Monde