O Institut Français du Portugal tem o prazer de apresentar dois documentários seguidos de uma mesa redonda intitulada Os caminhos da incerteza, com a presença do François Manceaux e convidados especiais.

Debate | Sábado, 13 de outubro | Institut français du Portugal
15h00 – Indignados de Tony Gatlif
16h45 – Portugal, os caminhos da incerteza de François Manceaux
17h45 – Mesa Redonda Os caminhos da incerteza

indignados de Tony Gatlif | duração: 1h30


Partindo do manifesto Indignai-vos, enorme sucesso de vendas, em 2010, do velho resistente anti-fascista Stéphane Hessel, Tony Gatlif revisita o movimento de ocupação de praças e lugares públicos desencadeado nas Portas do Sol, em Madrid. Relembrando os inúmeros jovens em luta contra as políticas de austeridade e a cupidez do capitalismo financeiro, o realizador constrói uma narrativa que recolhe e expõe histórias e preocupações contemporâneas.

Tony Gatlif
Tony Gatlif é o celebrado realizador francês, de etnia cigana, que se foi libertando dos filmes que, ao longo da sua carreira de quase 40 anos, celebram a cultura e os dramas do seu povo. Se Princes (1982), Latcho Drom (1993), Gadjo Dilo (1997), Vengo (2000) ou Exils (2004) foram filmes que partiam ou chegavam a aldeias ciganas, com prémios nos mais importantes festivais de cinema europeus, Gatlif regressa agora com este panorama de uma Europa indignada face a uma política de austeridade, que parece não ter fim, apresentado pela mão de uma imigrante africana indocumentada.

portugal, os caminhos da incerteza de François Manceaux | duração: 52’

Filmado ao longo dos anos 2010 e 2011, este documentário analisa o processo do laboratório de austeridade imposto pelo jogo da finança mundial. Esta experimentação portuguesa é hoje, mais do que nunca, actual, e pode ver-se como uma realidade premonitória do futuro do modelo social e económico europeu.

François Manceaux
François Manceaux cria, em 1982, a sua própria produtora PMA/Com Unimage com uma linha editorial privilegia filmes de temática sociocultural. Durante os 12 anos que se seguem, Manceaux produz cerca de 60 fimes, e realiza uma dezena de documentários destinados à televisão, assim que a produções publicitárias e institucionais. Em 2007, realiza a longa-metragem de cinema documentário Quand la vigne dort e a curta-metragem Remonter le temps. É nesta altura que o realizador começa a trabalhar entre Paris e Lisboa, em quatro filmes, documentários e ficções. Pietro, artiste cinématique, curta-metragem documental rodada em Portugal, recebe, recebe, em 2012, o prémio de Melhor Filme Métiers d’art. Em 2011, realiza o documentário Portugal: la voie de l’incertitude e está neste momento em fase de montagem de um novo filme intitulado Eu amo-te muito…. Ao longo do seu percurso, François Manceaux trabalhou com vários artistas de peso, entre os quais Marguerite Duras e Robert Bresson.