“É assim que um cineasta como Jacques Audiard (para além de raro, confirma que é singular) reinventa a história do par.[…]”

LISBOA | ESPAÇO NIMAS | 13 OUTUBRO | 18H30

[Nos Meus Lábios]

COM: Vincent Cassel, Emmanuelle Devos, Olivier Gourmet, Olivier Perrier, Olivia Bonamy, Bernard Alane, Céline Samie, David Saracino | ARGUMENTO: Jacques Audiard, Tonino Benacquista | FOTOGRAFIA: Mathieu Vadepied | SOM: Marc-Antoine Beldent | MÚSICA ORIGINAL: Alexandre Desplat | MONTAGEM: Juliette Welfling | PRODUÇÃO: SEDIF, Ciné B, Pathé Image Production, France 2 Cinéma | ORIGEM: França | DISTRIBUIÇÃO EM PORTUGAL: Atalanta Filmes | ESTREIA EM PORTUGAL: 16/05/2003

Presença em festivais
Prémio César do Cinema Francês para Melhor Actriz (Emmanuelle Devos), Melhor Argumento e Melhor Som (2002)
Berlinale, Festival de Cinema de Berlim (2002)
Festival de Cinema do Cairo (2002)
Festival de Cinema de Toronto (2001)

O filme
Carla é secretária de uma imobiliária e tem um problema de audição. Extremamente dedicada ao serviço mas mal paga, vive uma vida solitária e frustrada. Tudo muda quando Paul, um ex-recluso de 25 anos, é contratado para a ajudar na empresa. Os dois procuram reiventar-se e reintegrar-se na sociedade, construindo uma história de amor improvável, cheia de tensão e mistérios.

O realizador
Jacques Audiard nasceu no mundo do cinema: é filho do realizador e argumentista Michel Audiard. Em 1994, começa por rodar Regarde les hommes tomber, filme logo galardoado com o Prémio Cesar para Melhor Primeira Obra. Segue-se, dois anos mais tarde, Um Herói Muito Discreto, que recebe o Prémio para Melhor Argumento em Cannes e, já em 2001, Nos Meus Lábios, que oferece a Emmanuelle Devos o Cesar para Melhor Actriz. Mas é em 2005, com De Tanto Bater o Meu Coração Parou, que Audiard firma o seu nome junto da crítica e do grande público. Em 2009, com O Profeta, recebe o Grande Prémio do Festival de Cannes e nove prémios Cesar. O realizador regressa agora com De rouille et d’os, de novo seleccionado para Cannes.

Nota de intenções do realizador
“Eu e o meu co-argumentista, Tonino Benacquista, queríamos fazer um filme de série B, muito carregado do ponto de vista do argumento, como todos os filmes que admiramos, onde a situação inicial não pára de gerar acontecimentos. Queríamos uma história a transbordar de peripécias. Esteticamente, procurámos o realismo, ancorar socialmente o enredo, mas também tentámos um afastamento estilístico desse realismo.”

Sobre o filme
“Filme magnífico. (…) Magnífico argumento, a partir de um história bastante original, a escrita fílmica de Audiard flui com uma eficácia e justeza que tornam o filme um objecto que devia ser analisado nas escolas de cinema.”
António Cabrita, Expresso

“É bonito. Muito bonito. Filmado de perto como Audiard sabe fazê-lo: uma nuca, um braço, mãos… É um cinema de um observador obcecado. O estilo foi instaurado com Regarde les hommes tomber, confirmado com Um Herói Muito Discreto e refinado com o presente Nos Meus Lábios. (…) Emmanuelle Devos transpira sensualidade, Vincent Cassel é irresistível e a história supera a imagem.”
Christophe Carrière, Première

“É assim que um cineasta como Jacques Audiard (para além de raro, confirma que é singular) reinventa a história do par. É uma reinvenção táctil, porque a descoberta que aqui fazem os corpos é um jogo cinematográfico amoroso, é uma experiência de labor sensual e artesanal: da fisicalidade dos actores e personagens.”
Luís Miguel Oliveira, Público